Especial Xiaomi

Comentário

Por: Pablo Phernando

Uma nova aposta em junção de design, tecnologia e custo chega para o mercado mundial

Xiaomi-Hugo

 

Está chegando em terras Tupiniquins uma nova aposta dos orientais, em uma estratégia de expansão comandada por um brasileiro.

Hugo Barra, também vice-presidente da Xiaomi, trará ao Brasil a nova marca. Barra trabalhou na vice presidência da Google, nos produtos Android por quatro anos e hoje é quem comanda a expansão da chinesa. Divulgado os países que irão receber a empresa até o fim de 2014, nós, além de não ficarmos de fora, seremos um dos primeiros países a receber os smartphones, assim como a linha de serviços e produtos Xiaomi.

Apelidada de “Apple Chinesa”, a Xiaomi, hoje, vende mais que a grande empresa da maçã, na China, seu país sede. Contudo, temos aí uma futura briga, quem sabe, com grandes marcas como Samsung e Apple – será que Hugo terá essa façanha, hein?

O que temos em novidades?

Confesso: sou apreciador, além de configurações que aguente o batente do dia a dia, sem engasgos, um belo design. Sim! Design tem de andar de mãos dadas com todo o resto da engenharia de software e hardware.

A começar pela mudança de nome, de Xiaomi para MI, e pelo site “mi.com”. Essa simples mudança teve um gasto milionário, em torno de 3 milhões de dólares. Certas mudanças são imprescindíveis para melhor absorvimento ao mercado mundial e, como disseram em uma entrevista, não parecer algo “xing ling” – já vi isso em algum lugar… sim! A própria Sony fez isso.

Esse trabalho de naming – nome dado à pesquisas culturais e regionais para nomear uma empresa – ao que me parece foi muito bem elaborado, não fugindo tanto da origem da chinesa Xiaomi (pronuncia-se “Shiau-me”).

Os aparelhos que a MI vêm fabricado, são muito bem elaborados e construídos, até pelo custo que prometem – vamos ver se a gente terá as mesmas condições dos preços como lá fora!

Barros já esteve em reunião com os Embaixador Valdemar Carneiro Leão e Antônio Anastasia (Governador Mineiro), na Embaixada do Brasil, em Beijing, afim de, quem sabe, sermos os pioneiros nessa nova fase da empresa. Barra diz como a empresa é “insanamente focada” em usuários, o que é sua direção para a Xiaomi exterior:

“Todos na Xiaomi estão insanamente focados em usuários e “fazer a coisa certa”. Temos um termo especial para os nossos usuários – nós os chamamos de “fãs mi” e “Os fãs de Mi” sempre em primeiro lugar.”

  Alguns pontos interessantes da empresa que Hugo vem dirigindo 

  •       Serviços adicionais, como venda de aplicativos e serviços;
  •       Baixo custo em aparelhos com poderosas configurações;
  •       Designs inovadores;
  •       A “MIUI”, uma versão do Android que tem toda a usualidade facilitada, voltada ao consumo rápido e prático;
  •       Uma ampla pesquisa, captando críticas e sugestões, afim de elevar seu produto cada vez mais ao gosto e consumo do público;
  •       Aparelhos com hardware de bater de frente a marcas consagradas;
  •       Cerca de 5 % de fatia do mercado tecnológico chinês é da xiaomi, dado esse que supera à Apple.

Uma entrevista com o cofundador Bin Lin fala um pouco sobre o que a Xiaomi fará para conquistar o gosto mundial

Em entrevista para o site Thenextweb, Lin fala sobre como será as estratégias usadas para fortalecer a imagem e buscar novos usuários para a marca, além de falar, e muito bem, de Hugo Barra, que está muito empenhado para adentrar a empresa no mundo e tornar-se mais uma poderosa e conhecida gigante de smartphones.

Também explica o que chama de “modelo de triathlon business” – o hardware, o software e seus serviços de Internet – onde o fluxo da empresa vem principalmente dos dois últimos:

“Pensamos em hardware como apenas uma plataforma para executar serviços. Nós não olhamos para ganhar dinheiro com o hardware, nós estamos olhando para os usuários que compraram o hardware, em seguida, começou a utilizar os nossos serviços … São os serviços que, eventualmente, gera receitas.”

equipe+xiaomi

Hugo Barra, à esquerda, junto de Lei Jun, presidente, à direita.

E depois de alguns números que disse, entusiasmadamente, como o último faturamento da receita foi dobrado em apenas 4 meses, observa que o software é fundamental, além de fortes conhecimentos em design de software:

“A maior parte dos recursos do produto que as pessoas estão sentindo são realmente o software e os serviços”, diz ele. “Os usuários, gostam da experiência, como acessar a Internet, baixar os APPs. Eles jogam jogos que exigem pode gráfico, tiram fotos com grandes tamanhos … Temos que fazer um grande trabalho e construção de um grande produto (software) antes de qualquer outra coisa que podemos trabalhar “.

 Pela experiência em gestão de produto, Barra foi contratado por essa razão. E seu papel é fundamental:

“Diferentes regiões, os consumidores de diferentes países têm necessidades diferentes. Precisamos entender o que esses consumidores querem quando se trata de design, de software, e até mesmo alguns do design de hardware e alguns dos serviços de Internet que fornecem, e temos que fazer um grande trabalho para se adaptar a usuários internacionais antes que possamos realmente vendê-lo.

Então é por isso que precisamos de Hugo, com realmente em profundidade experiência com o produto. Ele é uma das melhores pessoas no mundo capazes de fazer isso.”

Envolvendo seus clientes em todas as etapas de processo de fabricação, desenvolveu-se uma base de usuários que não a trata como uma empresa a mais de smartphones. Mostram sua lealdade e Lin se mostra satisfeito com isso, os ouve nas críticas e sugestões:

“Essa é exatamente a razão pela qual nós construímos um grupo de fãs que são super leais a nós. Eu acho que o sentimento de posse e uma sensação de ser parte de um esforço para melhorar o sistema, melhorar o aparelho, fazê-los sentir que está sendo respeitado e fazê-los sentir fazendo parte dela.

Então, é o sentido de participação que vai envolvê-los nas discussões, e, por natureza, que também é a razão pela qual eles se tornam grandes fãs de nós.”

A Google barrou a Acer de lançar um sistema, que foi considerado “incompleto” do Android. Mas o cofundador explica que o MIUI está dentro do ecossistema Android e que o sistema foi aceito:

“A maior preocupação para o Android é a fragmentação. Que as pessoas vão ter uma filial, bifurcar-lo, fazer um monte de mudanças e, em seguida, nunca voltar. Assim como evolui o Android, você tem um ramo que também evolui, e torna-se tão distintamente diferente aplicativos criados para esta versão Android não funciona em outra versão. Isso é o que diz respeito à Google.

Mas os smartphones com MIUI, desde o primeiro dia, nós nunca fizemos isso. Nós fazemos um sistema que sempre segue de perto atualizações do Android e para muitas ocasiões, temos atualizado juntamente com suas atualizações.”

 Veja um review do novo modelo, MI3:

https://www.youtube.com/watch?v=6DLW69w36Hs   Xiaomi no mundo

Durante uma convenção da Xiaomi houve muito tumulto das pessoas que aguardavam o começo. Nem os guardas conseguiram conter toda a euforia das pessoas, principalmente de fãs e jornalistas. Há quem diga que ainda peca na organização, nota zero. Mas que sua lealdade para com seus seguidores ultrapassa a margem dos 100%. Também foi anunciada a entrada de Smart TVs. Hugo Barra se diz muito contente com a fase e o crescimento, já que em três anos, foi alcançada essa marca invejável por muitos. Agora, todo os olhares se voltam para a Xiaomi, MI, tanto faz… a Google sentindo-se ameaçada com o MIUI? Acho que não. Essa ponte oriente-ocidente, fez Barra ver como a tecnologia chinesa é “vertiginosa” e a mídia social tem um poder imenso, coisa que ele nunca viu aqui.

Agora é ver o quanto uma empresa chinesa se adapta as preferências ocidentais e com toda atenção voltada em si, a grande Xiaomi vai levar sua fórmula para o mundo.

Imagens de: Blog do Xiaomi, post de Hugo Barra no Google + e Google.

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